Os poemas escritos nesse blog captam o tempo passado entre neblinas, descrevem palavras para um amor findado que por mais amor existido não venceu as barreiras impostas pela vida e assim, quando não temos coragem de dizer coisas importantes ao ser amado preferimos escrever do que falar, enfim tudo é parte da atmosfera um dia vivida, do sorriso um dia nocauteado do beijo roubado, do carinho que faltou, da angústia e da felicidade do primeiro beijo.
domingo, 10 de março de 2013
QUANDO CAI A CHUVA
QUANDO CAI A CHUVA
Cai a chuva
Recolhe-se a pomba Ao ninho
Mansamente,
Cobre o céu as nuvens Cinzas
Diluem suas lágrimas
Para regar o solo Amado.
Cai a Chuva
Os passaros acolhem-Se nos galhos
Das ramagens e árvores fortes
Ali acolhem-se em rica proteção.
Cai a chuva,
Lágrimas sagradas
Licor para a fertilização do solo
Regando fartamente as plantações.
Cai a chuva,
A pomba acolhe-se em seu ninho
Protege com o corpo seus filhotes
Dos pingos gelados da chuva mansa.
Cai a chuva
Renovação da terra,
Os pássaros gorgeiam alegremente
Agradecendo a chuva ao criador.
ZauraLeyne.
MEUS BRAÇOS COMO PRISÃO
MEUS BRAÇOS COMO PRISÃO
Queria fazer de minhas Mãos
Um cobertor ao beija Flor
Mas meus dedos o Aprisionariam,
Então de súbito o Soltei
Deixei ele voar como Sempre voou
Livres entre as Petúnias pelo campo.
Quis ser assim contigo
Fazer de meu corpo teu abrigo
Mas aprisionei-te em meus braços
E sufocado te revoltaste
Indo para longe de meu caminho.
Quis então reparar o erro
Busquei-te em vão pelas estradas.
Muito tempo se passou
Até que finalmente te encontrei
E com o que vi me surpreendi.
Estavas arrasado, aprisionado,
Triste, choroso e cabisbaixo,
Era eu calabouço de tua lástima
E ao me ver balbuciaste -
Que bom que você chegou.
Meu amor ai entendeu
Que a prisão de minhas mãos
Não serviram ao beija flor tão livre,
Mas o aconchego de meu corpo
Era a prisão que precisavas para seres feliz.
Juntei então todos os teus pedaços
Sem promessas com carinho te acolhi,
E hoje vives no calor de meu corpo
Por que entendes que longe não podes viver
E que só na prisão de meus braços és feliz
E nunca mais de mim fugistes.
ZauraLeyne
terça-feira, 5 de março de 2013
TEU SORRISO
TEU SORRISO
Tens um largo e bonito Sorriso
Sempre a todos Encantar,
Se é franco e amigo Não sei
Mas dele eu gostei.
Esse sorriso tão aberto
Desperta meus Desejos,
Nas esquinas tuas eu Ando
Com cautela e alegria.
Vaguei por entre os risos,
Busquei as fantasias tuas
Cheguei mesmo a tê-las nas mãos
Mas não me atrevi a tocá-las.
Fantasias com risos
Representam muitos perigos
Todos incendiando a calma
Da paz dos desejos meus.
Sorriso largo e bonito
Olhar faceiro e instigante
Corrompendo as amarras
Percorrendo o corpo meu.
Agora já nem sei se ainda gosto
Perdida estou em tuas esquinas
E sei que teus caminhos são outros
Que não os caminhos meus.
Este largo sorriso, olhar faceiro
Não sei mas onde verei,
Dobrei as esquinas e seguirei
Em outros caminhos andarei.
ZauraLeyne
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